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quarta-feira, 19 de abril de 2017

"Teu casamento pode ser ímpio sem você perceber" por Josemar Bessa


Existe um famoso livro chamado Respectable Sins ( Pecados respeitáveis ). No subtítulo do livro é dito: Confrontando os Pecados que Toleramos.

No meio cristão, muitas vezes fazemos um bom trabalho ao abordar pecados “maiores” como infidelidade, pornografia, relação abusiva... mas temos a tendência de minimizar os pecados “mais respeitáveis” – ou seja que toleramos facilmente.

Quando você olha o índice de conteúdo do livro, alguns tópicos logo se destacam, como pecados que mais facilmente “brilham” em nossas vidas. Coisas que você normalmente tenta minimizar... como raiva, falta de auto-controle, ingratidão... mas há um tópico que é um soco no estômago por ser tão terrível, e tão tolerado.

É o pecado da impiedade... e queremos rapidamente olhar para o pecado da impiedade, e refletir sobre como afeta terrivelmente a caminhada cristã e o casamento.

Assim, à primeira vista, como cristãos, seguidores de Cristo, as pessoas acham que cometem... por isso não lutam... com o pecado da impiedade... ser “ímpio”. Afinal de contas, se alguém é cristão, é porque foi levado a crer em Cristo como seu Salvador, e embora possa agir como um ímpio algumas vezes, os cristãos normalmente não acham que lutar contra o  pecado da impiedade seja um grande batalha para eles.

Bridges faz um bom trabalho no capítulo sobre esse assunto em ajudar o leitor a entender a diferença entre a irreverência, maldade e impiedade. Mas especificamente, Bridges ensina partindo de Romanos 1.18, onde o apóstolo Paulo declara: “Porque do céu se revela a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens” – Nesta passagem Paulo distingue a impiedade da injustiça.

Impiedade é descrita e descreve uma atitude para com Deus, enquanto a injustiça se refere a ações pecaminosas em si, em pensamento, palavra e ação.

A impiedade pode ser descrita então, como estar vivendo a vida diária com pouco ou nenhum pensamento proposital sobre Deus, sobre a vontade de Deus, sobre a glória de Deus ou sobre a dependência de Deus... Poderíamos continuar aumentando a lista.

Em outras palavras, Deus se torna irrelevante na vida real e diária dessa pessoa e ela vive basicamente – apesar de sua crença, seu cristianismo... – como se Deus de fato não existisse... ou estivesse presente e tivesse que ser honrado como Deus em cada aspecto da vida diária. Por exemplo, alguém faz planos sem sequer considerar Deus totalmente naquela lista que mostramos antes... ou sem reconhecer sua dependência de Deus para levar qualquer plano adiante. Não seria isso óbvio quando a vida de oração é tão tênue? Tiago diz: “Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.” - Tiago 4:13-15 – Isso é o pecado de impiedade se manifestando.

Muito mais poderia ser dito ou escrito sobre o tópico, mas queríamos olhar sobre como nossos casamentos cristãos podem ser ímpios sem nós nem mesmo percebermos.


Aqui estão alguns exemplos:


1. Como você e seu cônjuge tomam decisões importantes sobre coisas como dinheiro, férias e horários?


Se você está em um casamento ímpio, você vai tomar decisões baseadas mais no que se encaixa no orçamento, o que é conveniente aos horários e como tudo se alinha ao teu calendário. O mesmo que um homem natural faria. No casamento piedoso, por outro lado, as decisões são feitas em oração e processadas entre si em meditação na Palavra e com a comunidade sábia: “O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído.” - Provérbios 13:20


 2. Você trabalha de todo o coração para com o Senhor, ou trabalha,  é pai, e ama seu cônjuge com “meio-coração?”

“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor. Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas. Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo. Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens” - Colossenses 3:17-23

Na vida e no matrimônio ímpio, a pessoa dá 100% a alguns aspectos de sua vida, mas então vive sem entusiasmo nos outros. Ele não faz TUDO como que diante de Deus. Ou seja, impiedade. Então há dias em que a pessoa dá 100 % para o seu trabalho e, em seguida, dá as sobras e sucatas para sua esposa e filhos. Há dias em que a pessoa se mata no trabalho, servindo com todo o seu coração, mente, alma e força ( como ao Senhor, como Paulo diz ), e então chega em casa e passa passivamente pela esposa e mal tolera os filhos. No casamento piedoso, você tem suas prioridades retas e opta por fazer tudo, trabalhar de todo o coração ao Senhor em todos os aspectos da sua vida.

Poderíamos continuar aumentando a lista... mas acho que cada um de nós pode fazer isso em aspectos particulares de nossa vida e casamento.

Uma maneira melhor

Em vez de viver uma vida ímpia e um casamento ímpio, Paulo desafia seus leitores em Colossenses 1: 9-10 a serem cheios do conhecimento da vontade de Deus em toda a sabedoria espiritual e entendimento, e andar de maneira digna do Senhor, ou seja, consciente sempre da presença dele – o que é piedade o oposto da impiedade. Temos um casamento piedoso? Uma família piedosa? – “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus;” - Colossenses 1:9,10

Em vez de viver um casamento ímpio, deseje conduzir teu casamento de uma maneira que seja completamente agradável a Ele e realmente diante dele – Piedade, e não onde Deus é periférico e na verdade irrelevante na maior parte das coisas que compõe o casamento e a família – Impiedade. Não existe percentual de piedade... ou Deus está sendo considerado em tudo, ou não está.

Como dissemos no início, a impiedade pode ser descrita como estar vivendo a vida diária com pouco ou nenhum pensamento proposital sobre Deus, sobre a vontade de Deus, sobre a glória de Deus, ou sobre a dependência de Deus...

Responda a si mesmo: Você tem percebido diariamente as implicações profundas do pecado da impiedade no tua vida e teu casamento?

domingo, 16 de abril de 2017

"Verdades e Mitos sobre a Páscoa" por Augustus Nicodemus


Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data.

A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, “páscoa”, vem da palavra hebraica pessach que significa “passar por cima”, uma referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte “passou” aquela casa. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da “páscoa” como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.

Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração de uma delas em Jerusalém. Sua ressurreição ocorreu no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira (há quem defenda a quarta-feira), a “sexta da paixão” entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo.

Na quinta-feira à noite, antes de ser traído, enquanto Jesus, como todos os demais judeus, comia o cordeiro pascoal com seus discípulos em Jerusalém, determinou que os discípulos passassem a comer, não mais a páscoa, mas a comer pão e tomar vinho em memória dele. Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz.

Portanto, cristãos não celebram a páscoa, que é uma festa judaica. Para nós, era simbólica do sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, cujo sangue impede que o anjo da morte nos destrua eternamente. Os cristãos comem pão e bebem vinho em memória de Cristo, e isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo.

A Páscoa, também, não é dia santo para nós. Para os cristãos há apenas um dia que poderia ser chamado de santo – o domingo, pois foi num domingo que Jesus ressuscitou de entre os mortos. O foco dos eventos acontecidos com Jesus durante a semana da Páscoa em Jerusalém é sua ressurreição no domingo de manhã. Se ele não tivesse ressuscitado sua morte teria sido em vão. Seu resgate de entre os mortos comprova que Ele era o Filho de Deus e que sua morte tem poder para perdoar os pecados dos que nele creem.

Por fim, coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.

Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa. 

Eu opto por esta última.

sábado, 26 de novembro de 2016

Dr. Russell Shedd, um homem de fé



"Sinto-me desmamando do mundo, o sofrimento daqui é muito pouco em comparação com aquela alegria que nós sentiremos na presença de Deus."

- Dr. Russell Shedd

RUSSELL PHILIP SHEDD (10 de novembro de 1929 - 26 de novembro de 2016)

“Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, mesmo que morra, viverá; todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá.” (Jo 11.25-26)

Russell Phillip Shedd: uma vida de amor à Palavra de Deus

Com enorme pesar, informamos que nosso fundador e presidente emérito, o dr. Russell Phillip Shedd, faleceu na madrugada de hoje.

Juntamente com a igreja brasileira, lamentamos profundamente a perda deste servo valoroso, que deixará uma lacuna irreparável. Ainda assim, alegramo-nos no Senhor por saber que ele, tal como o Apóstolo Paulo, combateu o bom combate, terminou a carreira, guardou a fé e tem reservada para si a coroa da justiça.

Fiel mensageiro da Palavra, o dr. Shedd foi incansável em seu ministério, tendo percorrido todo o Brasil como conferencista e professor, pregando e palestrando em congressos, igrejas, seminários e faculdades de Teologia. Foi exemplo extraordinário de uma vida de amor à Palavra. A literatura e o ensino teológicos no Brasil devem muito à incansável, inspiradora e comovente dedicação desse grande servo de Deus.

Ele deixa a esposa, dona Patricia Shedd, com quem foi casado por 59 anos, além de 5 filhos (Timothy, Nathanael, Pedro, Helen e Joy), 14 netos (Laura, Kelley, Rebecca, Katherine, Leander, Cayenne, Henry, Jonathan, Michael, Stephanie, Evelyn, Scott, Susan e Katie) e uma bisneta (Izabella).

O velório será a partir de amanhã (27/11) na Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão, Rua Tito 240, Vila Romana - São Paulo. O enterro será na próxima quarta-feira (30/11) no Cemitério da Paz, Rua Doutor Luiz Migliano, 644, São Paulo.

Em breve daremos mais detalhes.

Um breve relato da vida e da obra de Russell Shedd

Russell Phillip Shedd nasceu em Aiquile, pequena cidade boliviana, no ano de 1929. Aos dez anos de idade, já falava espanhol, inglês e aprendera também o dialeto local. A semente de seu amor à Palavra germinou já na mais tenra infância, quando o menino acompanhava os pais, Leslie e Della Shedd, ambos missionários, em percursos evangelísticos pelas aldeias da Bolívia.

No início da adolescência, volta com os pais e irmãos para os Estados Unidos e cursa o segundo grau em duas instituições: Westervelt Home e Wheaton College Academy. Depois disso, a profunda sede pelo conhecimento da Palavra leva o jovem Shedd a uma intensa jornada de cursos. Primeiro, estuda Teologia no Wheaton College, onde recebe o grau de bacharel com especialização em Bíblia e Grego. Depois, decide fazer um mestrado em estudos do Novo Testamento na Wheaton College Graduate School. Muda-se então para o estado da Filadélfia e matricula-se no Faith Seminary, onde adquire o título de mestre em Teologia, em 1953. Dois anos depois, aos 25 anos de idade, conquista o grau de doutor em Filosofia (PhD) na renomada Universidade de Edimburgo, na Escócia. Em 1955, volta para os Estados Unidos e aceita o cargo de professor no Southeastern Bible College, em Birmingham, no estado do Alabama, onde conhece uma aluna, Patricia Dunn, com quem viria a se casar em 22 de junho de 1957.

Tendo os olhos e o coração voltados para a obra missionária, em 1959 o jovem casal é enviado pela Conservative Baptist Foreign Mission Society (CBFMS) para Portugal. Ali, Russell Shedd recebe com grata satisfação o encargo de acompanhar um ministério de literatura em formação. Denominado “Edições Vida Nova”, esse ministério fora fundado com o propósito de fornecer textos teológicos básicos e obras de referência bíblica para estudantes, professores e pastores.

Passados três anos, Russell Shedd e os demais missionários notaram que o programa de publicações sofria duas sérias limitações: os altos custos de impressão e a baixa e lenta demanda dos livros na minúscula comunidade evangélica portuguesa. Após muitas orações e deliberações, os olhos dos missionários voltam-se para um país do outro lado do Atlântico, com uma comunidade evangélica maior e em franco crescimento, contando ainda com a possibilidade de baixos custos na produção editorial. O plano inicial era que Russell Shedd ficasse dois anos no Brasil com o objetivo de implantar uma ação editorial em São Paulo e depois voltasse para Portugal.
Em agosto de 1962, o casal Shedd chega ao Brasil, onde permanece, sem retornar a Portugal, e onde Russell Shedd passa a ensinar e a inspirar amor à Palavra de Deus, dando continuidade ao ministério de Edições Vida Nova. Ele sempre se dedicou de corpo e alma ao estudo e ao ensino das Escrituras, seja na área do ensino teológico, seja na área de publicação de livros evangélicos que facilitassem a compreensão e o conhecimento das Escrituras, sendo mais de 25 deles de sua autoria. Por muito tempo esteve à frente do ministério de Edições Vida Nova e, embora há vários anos tivesse passado a presidente emérito, jamais deixou de amar e participar dessa obra. Também atuou como consultor da Shedd Publicações. Sua influência perdura até hoje mesmo depois de aposentado, sendo um ativo influenciador de líderes e membros da igreja brasileira.

Na Faculdade Teológica Batista de São Paulo foi professor de Novo Testamento e diretor do Departamento de Novo Testamento e Exegese. Lecionou também em outras renomadas instituições ao redor do mundo.

Somos profundamente gratos a Deus pela forma maravilhosa em que usou o dr. Shedd para influenciar e impactar a todos a quem ele teve a oportunidade de discipular, usando-o também por meio de aulas e palestras e dos muitos livros escritos ou editados por ele. Com certeza, seu exemplo e ensino serão seguidos por muitos anos. Todos os que o conheceram só podem dizer, juntamente com ele, Soli Deo gloria!

Fonte :Edições Vida Nova

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TRABALHAR FORA OU SER DONA DE CASA?




domingo, 30 de outubro de 2016

Conheça as 95 Teses de Martinho Lutero

Em 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da capela de Wittemberg 95 teses que gostaria de discutir com os teólogos católicos, as quais versavam principalmente sobre penitência, indulgências e a salvação pela fé. O evento marca o início da Reforma Protestante, de onde posteriormente veio a Igreja Presbiteriana, e representa um marco e um ponto de partida para a recuperação das sãs doutrinas. 


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Movido pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade discutir-se-á em Wittemberg, sob a presidência do Rev. padre Martinho Lutero, o que segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratarem o assunto verbalmente conosco, o poderão fazer por escrito.

Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

1ª Tese - Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: Arrependei-vos...., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.

2ª Tese - E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.

3ª Tese - Todavia não quer que apenas se entenda o arrependimento interno; o arrependimento interno nem mesmo é arrependimento quando não produz toda sorte de modificações da carne.

4ª Tese - Assim sendo, o arrependimento e o pesar, isto é, a verdadeira penitência, perdura enquanto o homem se desagradar de si mesmo, a saber, até a entrada desta para a vida eterna.

5ª Tese - O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.

6ª Tese - O papa não pode perdoar divida senão declarar e confirmar aquilo que Já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.

7ª Tese - Deus a ninguém perdoa a dívida sem que ao mesmo tempo o subordine, em sincera humildade, ao sacerdote, seu vigário.

8ª Tese - Canones poenitendiales, que não as ordenanças de prescrição da maneira em que se deve confessar e expiar, apenas aio Impostas aos vivos, e, de acordo com as mesmas ordenanças, não dizem respeito aos moribundos.

9ª Tese - Eis porque o Espírito Santo nos faz bem mediante o papa, excluído este de todos os seus decretos ou direitos o artigo da morte e da necessidade suprema

10ª Tese - Procedem desajuizadamente e mal os sacerdotes que reservam e impõem aos moribundos poenitentias canonicas ou penitências para o purgatório a fim de ali serem cumpridas.

11ª Tese - Este joio, que é o de se transformar a penitência e satisfação, Previstas pelos cânones ou estatutos, em penitência ou penas do purgatório, foi semeado quando os bispos se achavam dormindo.

12ª Tese - Outrora canonicae poenae, ou sejam penitência e satisfação por pecadores cometidos eram impostos, não depois, mas antes da absolvição, com a finalidade de provar a sinceridade do arrependimento e do pesar.

13ª Tese - Os moribundos tudo satisfazem com a sua morte e estão mortos para o direito canônico, sendo, portanto, dispensados, com justiça, de sua imposição.

14ª Tese - Piedade ou amor Imperfeitos da parte daquele que se acha às portas da morte necessariamente resultam em grande temor; logo, quanto menor o amor, tanto maior o temor.

15ª Tese - Este temor e espanto em si tão só, sem falar de outras cousas, bastam para causar o tormento e o horror do purgatório, pois que se avizinham da angústia do desespero.

16ª Tese - Inferno, purgatório e céu parecem ser tão diferentes quanto o são um do outro o desespero completo, incompleto ou quase desespero e certeza.

17ª Tese - Parece que assim como no purgatório diminuem a angústia e o espanto das almas, nelas também deve crescer e aumentar o amor.

18ª Tese - Bem assim parece não ter sido provado, nem por boas ações e nem pela Escritura, que as almas no purgatório se encontram fora da possibilidade do mérito ou do crescimento no amor.

19ª Tese - Ainda parece não ter sido provado que todas as almas do purgatório tenham certeza de sua salvação e não receiem por ela, não obstante nós termos absoluta certeza disto.

20ª Tese

Por isso o papa não quer dizer e nem compreende com as palavras “perdão plenário de todas as penas” que todo o tormento é perdoado, mas as penas por ele impostas.

21ª Tese - Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.

22ª Tese - Pensa com efeito, o papa nenhuma pena dispensa às almas no purgatório das que segundo os cânones da Igreja deviam ter expiado e pago na presente vida.

23ª Tese - Verdade é que se houver qualquer perdão plenário das penas, este apenas será dado aos mais perfeitos, que são muito poucos.

24ª Tese - Assim sendo, a maioria do povo é ludibriada com as pomposas promessas do indistinto perdão, impressionando-se o homem singelo com as penas pagas.

25ª Tese - Exatamente o mesmo poder geral, que o papa tem sobre o purgatório, qualquer bispo e cura d'almas o tem no seu bispado e na sua paróquia, quer de modo especial e quer para com os seus em particular.

26ª Tese - O papa faz muito bem em não conceder às almas o perdão em virtude do poder das chaves (ao qual não possui), mas pela ajuda ou em forma de intercessão.

27ª Tese - Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório.

28ª Tese - Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro cresce e aumenta; a ajuda, porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.

29ª Tese - E quem sabe, se todas as almas do purgatório querem ser libertadas, quando há quem diga o que sucedeu com Santo Severino e Pascoal.

30ª Tese - Ninguém tem certeza da suficiência do seu arrependimento e pesar verdadeiros; muito menos certeza pode ter de haver alcançado pleno perdão dos seus pecados.

31ª Tese - Tão raro como existe alguém que possui arrependimento e, pesar verdadeiros, tão raro também é aquele que verdadeiramente alcança indulgência, sendo bem poucos os que se encontram.

32ª Tese - Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.

33ª Tese - Há que acautelasse muito e ter cuidado daqueles que dizem: A indulgência do papa é a mais sublime e mais preciosa graça ou dadiva de Deus, pela qual o homem é reconciliado com Deus.

34ª Tese - Tanto assim que a graça da indulgência apenas se refere à pena satisfatória estipulada por homens.

35ª Tese - Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.

36ª Tese - Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.

37ª Tese - Todo e qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, é participante de todos os bens de Cristo e da Igreja, dádiva de Deus, mesmo sem breve de indulgência.

38ª Tese - Entretanto se não deve desprezar o perdão e a distribuição por parte do papa. Pois, conforme declarei, o seu perdão constitui uma declaração do perdão divino.

39ª Tese - É extremamente difícil, mesmo para os mais doutos teólogos, exaltar diante do povo ao mesmo tempo a grande riqueza da indulgência e ao contrário o verdadeiro arrependimento e pesar.

40ª Tese - O verdadeiro arrependimento e pesar buscam e amam o castigo: mas a profusão da indulgência livra das penas e faz com que se as aborreça, pelo menos quando há oportunidade para isso.

41ª Tese - É necessário pregar cautelosamente sobre a indulgência papal para que o homem singelo não julgue erroneamente ser a indulgência preferível às demais obras de caridade ou melhor do que elas.

42ª Tese - Deve-se ensinar aos cristãos, não ser pensamento e opinião do papa que a aquisição de indulgência de alguma maneira possa ser comparada com qualquer obra de caridade.

43ª Tese - Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.

44ª Tese - É que pela obra de caridade cresce o amor ao próximo e o homem torna-se mais piedoso; pelas indulgências, porém, não se torna melhor senão mais seguro e livre da pena.

45ª Tese - Deve-se ensinar aos cristãos que aquele que vê seu próximo padecer necessidade e a despeito disto gasta dinheiro com indulgências, não adquire indulgências do papa. mas provoca a ira de Deus.

46ª Tese - Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem fartura , fiquem com o necessário para a casa e de maneira nenhuma o esbanjem com indulgências.

47ª Tese - Deve-se ensinar aos cristãos, ser a compra de indulgências livre e não ordenada

48ª Tese - Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa precisa conceder mais indulgências, mais necessita de uma oração fervorosa do que de dinheiro.

49ª Tese - Deve-se ensinar aos cristãos, serem muito boas as indulgências do papa enquanto o homem não confiar nelas; mas muito prejudiciais quando, em conseqüência delas, se perde o temor de Deus.

50ª Tese - Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51ª Tese - Deve-se ensinar aos cristãos que o papa, por dever seu, preferiria distribuir o seu dinheiro aos que em geral são despojados do dinheiro pelos apregoadores de indulgências, vendendo, se necessário fosse, a própria catedral de São Pedro.

52º Tese - Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.

53ª Tese - São inimigos de Cristo e do papa quantos por causa da prédica de indulgências proíbem a Palavra de Deus nas demais igrejas.

54ª Tese - Esperar ser salvo mediante breves de indulgência é vaidade e mentira, mesmo se o comissário de indulgências, mesmo se o próprio papa oferecesse sua alma como garantia.

55ª Tese - A intenção do papa não pode ser outra do que celebrar a indulgência, que é a causa menor, com um sino, uma pompa e uma cerimônia, enquanto o Evangelho, que é o essencial, importa ser anunciado mediante cem sinos, centenas de pompas e solenidades.

56ª Tese - Os tesouros da Igreja, dos quais o papa tira e distribui as indulgências, não são bastante mencionados e nem suficientemente conhecido na Igreja de Cristo.

57ª Tese - Que não são bens temporais, é evidente, porquanto muitos pregadores a estes não distribuem com facilidade, antes os ajuntam.

58ª Tese -Tão pouco são os merecimentos de Cristo e dos santos, porquanto estes sempre são eficientes e, independentemente do papa, operam salvação do homem interior e a cruz, a morte e o inferno para o homem exterior.

59ª Tese - São Lourenço aos pobres chamava tesouros da Igreja, mas no sentido em que a palavra era usada na sua época.

60ª Tese - Afirmamos com boa razão, sem temeridade ou leviandade, que estes tesouros são as chaves da Igreja, a ela dado pelo merecimento de Cristo.

61ª Tese - Evidente é que para o perdão de penas e para a absolvição em determinados casos o poder do papa por si só basta.

62ª Tese - O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63ª Tese - Este tesouro, porém, é muito desprezado e odiado, porquanto faz com que os primeiros sejam os últimos.

64ª Tese - Enquanto isso o tesouro das indulgências é sabiamente o mais apreciado, porquanto faz com que os últimos sejam os primeiros.

65ª Tese - Por essa razão os tesouros evangélicos outrora foram as redes com que se apanhavam os ricos e abastados.

66ª Tese - Os tesouros das indulgências, porém, são as redes com que hoje se apanham as riquezas dos homens.

67ª Tese - As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como a mais sublime graça decerto assim são consideradas porque lhes trazem grandes proventos.

68ª Tese - Nem por isso semelhante indigência não deixa de ser a mais Intima graça comparada com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69ª Tese - Os bispos e os sacerdotes são obrigados a receber os comissários das indulgências apostólicas com toda a reverência-

70ª Tese - Entretanto têm muito maior dever de conservar abertos olhos e ouvidos, para que estes comissários, em vez de cumprirem as ordens recebidas do papa, não preguem os seus próprios sonhos.

71ª Tese - Aquele, porém, que se insurgir contra as palavras insolentes e arrogantes dos apregoadores de indulgências, seja abençoado.

72ª Tese - Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.

73ª Tese - Da mesma maneira em que o papa usa de justiça ao fulminar com a excomunhão aos que em prejuízo do comércio de indulgências procedem astuciosamente.

74ª Tese - Muito mais deseja atingir com o desfavor e a excomunhão àqueles que, sob o pretexto de indulgência, prejudiquem a santa caridade e a verdade pela sua maneira de agir.

75ª Tese - Considerar as indulgências do papa tão poderosas, a ponto de poderem absolver alguém dos pecados, mesmo que (cousa impossível) tivesse desonrado a mãe de Deus, significa ser demente.

76 ª Tese - Bem ao contrario, afirmamos que a indulgência do papa nem mesmo o menor pecado venial pode anular o que diz respeito à culpa que constitui.

77ª Tese - Dizer que mesmo São Pedro, se agora fosse papa, não poderia dispensar maior indulgência, significa blasfemar S. Pedro e o papa.

78ª Tese - Em contrario dizemos que o atual papa, e todos os que o sucederam, é detentor de muito maior indulgência, isto é, o Evangelho, as virtudes o dom de curar, etc., de acordo com o que diz 1Coríntios 12.

79ª Tese - Afirmar ter a cruz de indulgências adornada com as armas do papa e colocada na igreja tanto valor como a própria cruz de Cristo, é blasfêmia.

80ª Tese - Os bispos, padres e teólogos que consentem em semelhante linguagem diante do povo, terão de prestar contas deste procedimento.

81ª Tese - Semelhante pregação, a enaltecer atrevida e insolentemente a Indulgência, faz com que mesmo a homens doutos é difícil proteger a devida reverência ao papa contra a maledicência e as fortes objeções dos leigos.

82 ª Tese - Eis um exemplo: Por que o papa não tira duma só vez todas as almas do purgatório, movido por santíssima' caridade e em face da mais premente necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando em troca de vil dinheiro para a construção da catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo por motivo bastante Insignificante?

83ª Tese - Outrossim: Por que continuam as exéquias e missas de ano em sufrágio das almas dos defuntos e não se devolve o dinheiro recebido para o mesmo fim ou não se permite os doadores busquem de novo os benefícios ou pretendas oferecidos em favor dos mortos, visto' ser Injusto continuar a rezar pelos já resgatados?

84ª Tese - Ainda: Que nova piedade de Deus e dó papa é esta, que permite a um ímpio e inimigo resgatar uma alma piedosa e agradável a Deus por amor ao dinheiro e não resgatar esta mesma alma piedosa e querida de sua grande necessidade por livre amor e sem paga?

85ª Tese - Ainda: Por que os cânones de penitencia, que, de fato, faz muito caducaram e morreram pelo desuso, tornam a ser resgatados mediante dinheiro em forma de indulgência como se continuassem bem vivos e em vigor?

86ª Tese - Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de S. Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?

87ª Tese - Ainda: Quê ou que parte concede o papa do dinheiro proveniente de indulgências aos que pela penitência completa assiste o direito à indulgência plenária?

88ª Tese - Afinal: Que maior bem poderia receber a Igreja, se o papa, como Já O faz, cem vezes ao dia, concedesse a cada fiel semelhante dispensa e participação da indulgência a título gratuito.

89ª Tese - Visto o papa visar mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que revoga os breves de indulgência outrora por ele concedidos, aos quais atribuía as mesmas virtudes?

90ª Tese - Refutar estes argumentos sagazes dos leigos pelo uso da força e não mediante argumentos da lógica, significa entregar a Igreja e o papa a zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91ª Tese - Se a Indulgência fosse apregoada segundo o espírito e sentido do papa, aqueles receios seriam facilmente desfeitos, nem mesmo teriam surgido.

92ª Tese - Fora, pois, com todos estes profetas que dizem ao povo de Cristo: Paz! Paz! e não há Paz.

93ª Tese - Abençoados sejam, porém, todos os profetas que dizem à grei de Cristo: Cruz! Cruz! e não há cruz.

94ª Tese - Admoestem-se os cristãos a que se empenhem em seguir sua Cabeça Cristo através do padecimento, morte e inferno.

95ª Tese - E assim esperem mais entrar no Reino dos céus através de muitas tribulações do que facilitados diante de consolações infundadas.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

“Modéstia: Uma Questão do Coração” por Roberta Macedo


Não é objetivo deste breve post apresentar uma lista pormenorizada do que é apropriado ou não para mulheres do sec. XXI no Brasil. Antes, o foco do presente é estudar alguns princípios imutáveis da inerrante e autoritativa Palavra de Deus sobre modéstia.

Inicialmente, devemos conceituar a termo.

O que vem a ser modéstia?

Diversos dicionários equiparam modéstia a pudor, decência, sobriedade, simplicidade. Em inglês, o termo é definido como sinônimo de castidade, propriedade em se vestir, falar e conduzir. Muito interessante observarmos que mesmo um dicionario secular traz uma noção bíblica da palavra modéstia.(1)

Em 1 Tim. 2:9-10, Paulo trata de modéstia sob um aspecto positivo e outro negativo. “Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” No original, a palavra modéstia traz uma ideia de senso de vergonha ou honra, consideração e respeito por outros. Os demais adjetivos trazem semelhante ideia de propriedade, ordem, harmonia (oposto de caos). Num sentido postitivo, vestir-se apropriadamente seria apresentar-se de maneira condizente com o seu corpo, o local, a ocasião, respeitando sua feminilidade e sua posição como filha de Deus. Num sentido negativo o apóstolo lista certas coisas de pessoas que queriam chamar atenção para si usavam (tranças, ouro, pérolas ou vestidos preciosos).
Mas é preciso também apontarmos o que modéstia não significa. Certamente não significa usar algo esquisito, feio, demodê, sem graça, ou ser legalista. Antes, é ser simples, elegante, discreto, sem chamar atenção para si, nem servir de causa de tropeço para outros.

Que outras passagens das Escrituras nos trazem princípios sobre o tema?

Deut 22:5 nos traz o principio de que mulheres não devem se vestir como homens e vice versa. Em 1 Pedro 3:1-4 somos instruídos que o adorno interno é mais importante que o externo. Já em 1 Sam. 16:7 temos que o homem vê o exterior mas Deus vê o coração. Por fim, dentre muitos outros textos que poderíamos citar, temos em 1 Cor 6:19-20 o mandamento de glorificarmos a Deus com os nossos corpos, pois somos templos do Espírito Santo.

É comum tendermos a acreditar que modéstia é um problema recente, da nossa geração; e que a mídia, Hollywood, revistas etc são os grandes responsáveis pela imoralidade que nos rodeia. É indubitável que o problema foi agravado nas últimas décadas, assim como é inquestionável a má influência da mídia de forma geral; mas se quisermos ser luz no meio de uma geração corrupta, precisamos entender também que modéstia é uma questão do coração.

Richard Baxter, um pastor do sec. XVII, certa vez falou para as mulheres de sua congregação que elas deveriam praticar “modéstia em seus guarda-roupas” para evitar despertar paixões nos corações dos homens. Baxter disse mais: “… e vocês não devem colocar uma pedra de tropeço no caminho deles, nem acender o fogo de suas paixões, ou fazer de seus ornamentos uma armadilha, mas vocês devem andar no meio de pessoas pecadoras como quem anda com uma vela entre a palha ou pólvora, senão você poderá ver uma chama que você não tinha previsto, quando será muito tarde para apagá-la” (2)-tradução livre)

Nancy DeMoss (3) usa uma interessante ilustração. Se eu dissesse que uma pessoa está vindo com um longo vestido branco pelo corredor da igreja, você provavelmente saberia qual é a ocasião. Um casamento. Mas como você sabe? Porque vestimenta comunica algo. Comunica algo não apenas sobre o nosso status socio-economico, mas também sobre nossos valores, caráter, costumes.

A Bíblia fala em situações em que se usava saco como sinal de arrependimento ou luto (Ester 4:3). Se uma pessoa estivesse assim vestida, todos de imediato identificavam a mensagem enviada. Temos também exemplos de mensagem sendo enviada quando a mulher adúltera está vestida como uma prostituta (Prov 7:10). A maneira como uma mulher se veste pode indicar que seus motivos não são puros. Tamar, por exemplo, para seduzir um homem que não era o seu marido, tirou as suas vestes de viúva e colocou algo que iria identificá-la como uma prostituta. (Gen 38:13)

Homens são estimulados pelas coisas que veem. Aquilo que usamos transmite uma mensagem, quer façamos propositadamente ou não. Apesar do pecado deles serem ultimamente por suas próprias escolhas, quando nos vestimos de forma provocativa, nós também quebramos a lei de Deus. Em Romanos 14 e 1 Corintios 8, Paulo fala em não sermos pedras de tropeço.

É certo que mulheres enviam mensagens com a forma como elas se vestem. Algumas sabem exatamente que mensagem estão enviando; outras, porém, são “inocentes” ou tão envolvidas com a nossa cultura que simplesmente nem gastam tempo meditando a esse respeito. Mas falta de modéstia envolve bem mais que usar roupas apertadas ou evidenciar partes do corpo. Modéstia, seja em nossas roupas, no que falamos ou em nossas atitudes é uma questão do coração. O que está em nossos corações será evidenciado externamente em todas as áreas de nossas vidas.

Irmãs, que mensagem estamos enviando?

Breves aplicações:

Mães, não deixem para se preocupar com a vestimenta de suas filhas apenas quando estas completarem 18 anos.
Senhoras, sejam exemplo para as mais jovens.
Jovens, não nos aproximemos dos valores e padrões do mundo, pois não pertencemos a ele. Nós fomos chamadas à santidade, para sermos luz no meio de uma geração corrupta.
Exortemos uns aos outros em amor, pois pertencemos a um mesmo corpo.
Examinemos os nossos próprios corações e motivações para que possamos mudar aquilo que desagrada ao Senhor.

Busquemos a Deus, pois dependemos inteiramente dele.
A Cristo, nosso Salvador, seja dada toda a glória.

domingo, 2 de outubro de 2016

"Os Cinco Solas da Reforma" por Declaração de Cambridge


Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria


SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade

Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.

Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.

A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.

A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.

Tese 1: Sola Scriptura

Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.

Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação. 


SOLO CHRISTUS: A Erosão da Fé Centrada em Cristo 

À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.

Tese 2: Solus Christus

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. 

SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho 

A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.

A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

Tese 3: Sola Gratia

Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.

Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada. 


SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial 

A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.

Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.

Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.

Tese 4: Sola Fide

Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.

Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima. 

SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus 

Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.

Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.

Tese 5: Soli Deo Gloria

Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.

Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

"As Doutrinas da Graça e a Paixão pelas Almas dos Homens" por: John A. Broadus


Porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos. (Romanos 9.3)

A preocupação com a salvação dos outros não é anulada pela crença naquilo que chamamos “As Doutrinas da Graça”. Tal preocupação não diminui por crermos na soberania divina, na predestinação e na eleição. Muitas pessoas demonstram intensa antipatia às idéias expressas nestes últimos vocábulos. Recusam-se a aceitá-las, porque, em suas mentes, tais idéias estão associadas ao conceito de indiferença apática. Estas pessoas dizem que, se a predestinação é verdadeira, conclui-se que um homem não pode fazer nada por sua própria salvação; se tiver de ser salvo, ele o será, não podendo fazer coisa alguma para isso, nem ele nem qualquer outra pessoa precisa se importar com isso.

Mas isto não é verdade; eu o provarei mediante o fato de que o próprio Paulo, o grande porta-voz dessas doutrinas nas Escrituras, pronunciou essas palavras de interesse e amor ardente, em favor da salvação dos outros, vinculando-as intimamente às passagens em que ele ensinou as doutrinas da graça. Volte os seus olhos a algumas frases anteriores a Romanos 9.3 e encontrará a própria passagem sobre a qual muitos tropeçam. “E aos que predestinou” — muitas pessoas estremecem ao ouvir essas palavras — “a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30).

Apenas um pouco depois de Paulo ter proferido essas palavras, das quais muitos pretendem inferir a idéia de que, crendo nelas, o homem não precisa se preocupar com a sua salvação ou com a salvação dos outros, vieram aquelas palavras cheias de paixão que constituem nosso versículo texto. E isso não é tudo, pois você encontrará logo em seguida, o texto onde Paulo falou sobre Esaú e Jacó, afirmando que Deus estabeleceu uma diferença entre eles, antes mesmo de nascerem, e onde disse, a respeito de Faraó, que Deus o havia levantado para demonstrar o Seu poder e declarar o Seu nome em toda a terra. “Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.” Algumas boas pessoas chegam a estremecer diante da inferência que lhes parece inevitável de uma linguagem como esta. Mas eu digo que esta inferência deve estar errada, pois o homem inspirado, que proferiu essas palavras, apenas alguns momentos antes havia pronunciado as palavras de nosso versículo texto.

E, sempre que você perceber que seu coração ou o coração de um amigo está propenso a fugir desses grandes ensinamentos das Escrituras divinas, com relação à soberania e a predestinação, então eu oro para que você não discuta sobre isto, mas que se volte a esse texto bíblico, expresso em linguagem de tão grande preocupação em favor da salvação dos outros, de forma tão intensamente cheia de paixão, que os homens se admirarão e certamente dirão que tais palavras não podem significar o que elas realmente dizem. O problema é que neste caso, e em muitos outros, tiramos inferências sem fundamento dos ensinamentos da Palavra de Deus e jogamos todo o nosso ódio para com essas inferências sobre as verdades que delas extraímos. Ora, qualquer coisa considerada como verdade, a favor ou contra a doutrina do apóstolo acerca da predestinação e da soberania divina na salvação, eu afirmo que isto não torna um homem indiferente à sua própria salvação e à salvação dos outros; este não foi o efeito sobre Paulo, e entre essas duas grandes passagens encontram-se as maravilhosas palavras de nosso versículo texto.

[Um trecho do sermão intitulado “Preocupação Intensa pela Salvação dos Outros”, do livro Sermons and Addresses, Hodder & Stoughton: Nova Iorque, 1886.]

Fonte: Monergismo

terça-feira, 27 de setembro de 2016

"Politicamente correto ou vergonhosamente omisso?" Rev. Olivar Alves Pereira


Em nome do “politicamente correto” os cristãos estão se tornando vergonhosamente omissos. A falta de coragem em falar a verdade é mascarada pelo “respeito” e pela “tolerância” que na realidade não é nem uma coisa nem outra, mas, sim, diante da omissão da mensagem que deve ser proclamada, custe o que custar, doa em quem doer.

Em nome do “politicamente correto”:

1) Noé teria visto sua família morrer no dilúvio, pois, anunciar o castigo de Deus ao mundo seria (hoje) uma propaganda terrorista;

2) Moisés teria ficado calado quando viu o egípcio matando aquele hebreu, afinal, seria loucura da parte dele se levantar contra o sistema estabelecido;

3) Ana, mãe de Samuel, hoje teria sido processada por “abandono de incapaz” quando cumpriu sua promessa a Deus de dedicar-Lhe o filho que Ele lhe desse;

4) Elias teria sido um intolerante, agitador e incitador de perseguição quando zombou dos sacerdotes de Baal e de seu culto idólatra, e depois mandou que fossem mortos todos aqueles prevaricadores idólatras;

5) Eliseu teria sido condenado tanto pelo IBAMA por ter usado duas ursas, e pelo MP pelo assassinato daqueles meninos que zombavam do ungido do Senhor;

6) Jeremias seria achincalhado por ser “do contra”, pois, onde já se viu um profeta profetizar “coisas ruins” quando todos os outros profetas só “profetizavam” coisas boas? Na verdade, os falsos profetas (assim como em nossos dias) sempre pregaram o que o povo quer ouvir e não o que Deus de fato manda, como o fez Jeremias;

7) E Ezequiel? Ah! Esse profeta boca suja que deveria passar por uma sessão de psicanálise na melhor linha freudiana, pois, ele só falava de sexo e órgãos genitais, sexo, e órgãos genitais… para repreender o povo.

8) Daniel e seus companheiros seriam condenados (e foram) por rebeldia contra o rei. Onde já se viu um servo de Deus se rebelar contra os governantes?

9) João Batista seria (e foi) chamado de endemoninhado, pois, somente quem tem o capeta no couro come gafanhotos com mel (ainda que em nossos dias algumas culturas saboreiem “iguarias” como essa, mas, aí, dessas culturas dizemos que é normal, e, criticá-las seria “etnocentrismo”);

10) E Jesus? Em nome do “politicamente correto” Ele seria chamado de agitador, perturbador da ordem estabelecida, megalomaníaco (se declara Deus!), absolutista, pois, Se declara como “a Verdade” e não como mais uma verdade.

11) Paulo, Pedro, João, Tiago e os demais apóstolos não passam de um bando de aproveitadores que “institucionalizaram” a Igreja de Cristo dando ensejo para que os muitos pilantras se aproveitassem da ganância travestida de ingenuidade de muitos.

Definitivamente, em nome do politicamente correto a omissão tem se instalado no coração dos cristãos que se acovardam, não têm coragem de chamarem de mal o mal, de denunciarem o pecado seja em quem e aonde for.

“A Igreja de Cristo não foi chamada para fazer relações públicas, mas, sim, dar um ultimato à sociedade” (Rev. Marcos Agripino).

Não fomos chamados para dialogar com o mundo, mas, sim, monologar, pois, pregação é monólogo (e muitas vezes ficamos sozinhos enquanto falamos).

Via: Bereianos

sábado, 17 de setembro de 2016

“Espere para Namorar até que Possa Casar” por Marshall Segal


Quando jovens deveriam começar a namorar?

Sua resposta depende de por que você pensa que você (ou qualquer outra pessoa) deve começar a namorar em primeiro lugar. Qualquer um pode ver que os custos são geralmente altos: términos esmagadores, pecados sexuais, traições surpreendentes, rejeições repentinas, corações devastados — a dor do amor que nunca andou até o altar.

Então, por que muitos de nós ainda mergulhamos tão rapidamente no namoro?

Bem, em parte porque Satanás mascara os riscos muito bem (Apocalipse 12:9). Ele coloca o romance como um requisito para uma vida boa e projeta todo o resto como sendo vazio, solitário e sem propósito em comparação. Ele tira proveito de nossos desejos e nos convence de que devemos “amar” para que realmente vivamos, de que os maiores prazeres e as experiências mais plenas são encontrados num relacionamento com um namorado ou namorada (ou então com um esposo ou esposa). Ele ameniza as desilusões amorosas e adoça cada pecado sexual com um lindo — mas venenoso — glacê.

Satanás e sua influência dentro e por meio do mundo levam milhões de nós a namorar muito e muito cedo. Isso porque ele ama o que esse tipo de namoro faz conosco.

Eu tive minha primeira “namorada” na sexta série, meu primeiro beijo naquele verão (de outra garota) e, depois disso, uma namorada nova praticamente a cada ano durante o ensino médio. Desde muito novo, eu estava procurando por atenção, segurança e intimidade em garotas ao invés de procurar em Deus. Eu namorei mais cedo que a maioria e mais que a maioria. Meus anos de adolescência foram como um longo novelo de relacionamentos, os quais eram muito sérios para nossas idades. Eles duravam muito tempo e, por isso, terminavam muito dolorosamente. Eu disse “eu te amo” muito cedo e para muitas. E o diabo se sentou no melhor lugar da plateia, amando cada minuto da minha história tão precoce de namoro.

Por que Qualquer Pessoa Deveria Namorar?

A guerra espiritual pelos nossos corações é real, e os riscos são altos, então é vital questionar por que nós pensamos que devemos namorar em primeiro lugar. Por que eu tive uma namorada quando estava com 12 anos (ou 13, 14 e até mesmo 15)?

Muitos de nós desejamos apenas ser felizes, valorizados e pertencer a algum lugar. Imaginamos nossas necessidades mais profundas sendo satisfeitas na intimidade de se estar com uma (ou um) jovem especial.

Todos nós queremos que nossos corações suspirem por alguém ou por alguma coisa. O romance e o mistério do casamento parecem deter as maiores vantagens terrenas do prazer e da amizade. Nós ansiamos ser conhecidos e amados; ansiamos pertencer a alguém, à história de outra pessoa. Nós também desejamos que alguém faça parte da nossa. E todos nós desejamos que nossas vidas valham algo. Queremos contribuir com algo significante para uma causa importante. Queremos fazer a diferença. Não queremos desperdiçar nossas vidas.

Muitos de nós namoramos porque estamos tentando preencher essas necessidades por meio do amor. Se você nos perguntasse, diríamos que estamos “buscando o casamento”, mas muitos de nós não estamos nem sequer perto do casamento — seja em idade, maturidade, educação ou estágio da vida. Nós estamos, na verdade, em busca da felicidade, do pertencimento e da significância, que pensamos que encontraremos no romance.

O que Eu Faria Diferente?

Se eu pudesse fazer tudo de novo, eu não teria namorado no 1º ano do ensino médio (nem no segundo, sequer nos meus dois primeiros anos da faculdade). Eu teria esperado para namorar até que pudesse casar.

Essa reviravolta dentro de mim aconteceu quando comecei a entender as grandes diferenças entre namorar e casar. Um casal de namorados pode até se sentir como casados algumas vezes, mas um casal de namorados nunca é um casal de casados. Entender as distinções entre esses dois relacionamentos nos protegerá de todo o tipo de dor e fracasso no namoro.

O maior prêmio em qualquer vida, independentemente do status de relacionamento, é conhecer Cristo e ser conhecido por ele, é amá-lo e ser amado por ele. O maior prêmio no casamento é a intimidade centrada em Cristo com o cônjuge — conhecer e ser conhecido, amar e ser amado pelo esposo ou esposa. O maior prêmio no namoro é a clareza centrada em Cristo a respeito do casamento (ou em direção ao casamento). Intimidade romântica é mais segurança no contexto do casamento, e o casamento é mais seguro no contexto da clareza. Se queremos ter e aproveitar esse tipo de intimidade centrada em Cristo, precisamos nos casar. E, se queremos nos casar, precisamos buscar clareza sobre com quem nos casar.

Espere para Namorar

Legalmente, pelo menos nos EUA, não podemos nos casar até que tenhamos 18 anos (exceto em Nebraska e Mississippi, onde é preciso ser ainda mais velho —19 e 21 anos, respectivamente).
Além da mera idade, porém, precisamos pensar em algumas perguntas sérias sobre maturidade e estabilidade. Nosso namorado ou namorada amadureceu o suficiente para ter qualquer ideia do que gostaria de ser como esposo ou esposa pelos próximos 50 anos? Nós amadurecemos o suficiente? Algum de nós (ou ambos) será capaz de prover financeiramente para uma família? A fé dele ou dela em Jesus foi testada o suficiente por provas para que estejamos seguros de que é real?

Alguns, sem dúvida, odiarão este conselho — eu tenho certeza que odiaria —, mas todos nós precisamos reconhecer que, apesar de podermos namorar por muito tempo antes de casar, isso não significa que devemos fazê-lo. Não podemos namorar pensando em casar quando o casamento sequer está no radar ainda. Você talvez já esteja sonhando com o casamento (eu estava), mas é realístico que vocês dois se casem logo?

Espere para namorar até que possa casar. Meu conselho — pegue-o ou largue-o — é esperar até que você possa casar prudentemente com ele ou ela nos próximos 18 meses. Isso não significa que você deve casar tão rápido assim. A parte importante é que você pode (se Deus deixou claro que essa é a vontade e o tempo dele para você). Você não achará “18 meses” em nenhum lugar na Bíblia, então você não deveria tratar isso como uma lei de Deus. Mas você pode testar — com o Senhor, com seus pais e com amigos cristãos próximos — se isso parece sábio e seguro para você e para seu coração.

O que Fazer Enquanto Esperamos

Só porque estamos esperando para namorar, não significa que estamos esperando sentados. A vida nunca é somente nem principalmente sobre amor e casamento. Nossa vida agora é sobre Jesus — seu amor por nós e seus planos para nós —, independentemente se estamos solteiros ou casados, se temos 16 ou 60 anos.

Deus tem muito mais no estoque para você do que qualquer relacionamento poderia oferecer. Ele quer dizer algo espetacular por meio de você e da sua vida jovem. Ele quer usar você e seus dons para mudar vidas de outras pessoas. Se ele deseja que você se case, ele quer fazê-lo um futuro esposo ou esposa forte e cuidadoso. Ele quer mostrar ao mundo onde encontrar felicidade por meio da sua alegria.

Você não precisa de um namorado ou namorada para experienciar nenhum dos sonhos de Deus nos seus anos jovens. Então, se não é para namorar, o que fazer?

1. Seja um exemplo de coragem e fé para outros.

1 Timóteo 4:12

Talvez você ainda não possa votar nem mesmo dirigir, mas você pode fazer sua vida dizer algo sobre Jesus. Seu discurso – a linguagem e a atitude que você usa com sua família e amigos — diz algo sobre Jesus agora. Seu comportamento — as decisões que você faz todos os dias sobre o que fazer ou não, as maneiras com que você se encaixa com o resto do mundo ou não — fala ao mundo sobre Deus. Seu amor — a maneira pela qual você trata as pessoas em sua vida — diz algo sobre como você tem sido amado por Deus. Sua santidade — seu comprometimento em confiar em Deus e em sua palavra e em priorizar ele acima de qualquer prazer ou experiência prematura — prega o evangelho aos seus pares escravizados em seus próprios desejos.

2. Viva para servir, não para ser servido.

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo […]” (1 Pedro 4:10-11)

A maioria das pessoas jovens é tão consumida pelas suas próprias necessidades e desejos que se esquecem das necessidades das pessoas ao seu redor. Mas você é capaz de muito mais do que mexer em redes sociais, comprar e jogar videogames. Olhe, por exemplo, para o que os adolescentes realizaram nas Olimpíadas: jovens de 15 ou 16 anos ganhando ouro contra os melhores do mundo.

E se você decidir usar os dons que Deus lhe deu para fazer a diferença na vida de alguém? Você poderia servir em algum ministério na igreja, mentorear alguém mais jovem ou perguntar ao seu redor sobre as necessidades de sua vizinhança. Você é capaz de muito mais do que o mundo espera de você. Viva de tal forma “que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo” através de você.

3. Empenhe-se para se tornar o futuro cônjuge que Deus o chama para ser.

“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. […] Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” (Efésios 5:22-25)

Alguns de nós talvez nasceram querendo casar, mas nenhum de nós nasceu pronto para casar. O chamado para amar o cônjuge é o chamado para viver a melhor história jamais contada — o próprio Deus veio em carne para morrer por sua noiva pecadora, a Igreja. Nossos instintos naturais não são de morrer para nós mesmos por outra pessoa, mesmo que seja uma pessoa de quem gostemos muito.

Até que você esteja pronto para namorar, Deus estará preparando-o para amar bem, transformando-o de um degrau de prontidão para outro (2 Coríntios 3:18).

4. Choque todos ao redor de você com alegria enquanto você espera.

“[…] não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria.” (Colossenses 1:9-11)

Ninguém precisa procurar tão longe para encontrar pessoas solteiras azedas, homens e mulheres jovens queixando-se de solidão enquanto todo mundo está namorando alguém. É muito mais difícil encontrar pessoas jovens achando sua identidade, felicidade e segurança em outro lugar.

Surpreenda seus amigos (e todo mundo) sendo contente com o fato de esperar para namorar até que possa casar uma vez que você já tem tudo o que precisa em Deus.

"Ateísmo? Impossível!" por John Blanchard


Em uma pesquisa de opinião, realizada na Inglaterra, em 2001, 38% dos entrevistados declararam que não eram religiosos. Outras pesquisas demonstram que aproximadamente a metade desses “não-religiosos” iria mais além e diria que é ateísta.

Para algumas pessoas, o ateísmo parece algo estimulante e agradável. Afinal de contas, se Deus não existe, não há necessidade de nos inquietarmos a respeito de padrões de comportamento e de moralidade. Somos totalmente livres para “fazer o que desejamos”.

E, o melhor de tudo, quando morrermos, não teremos de responder perguntas desagradáveis ou nos depararmos com a possibilidade de sermos punidos por aquilo que pensamos, falamos ou fizemos. Isso parece maravilhoso!

Mas, com certeza, o mais importante não é calcularmos os benefícios aparentes do ateísmo, e sim perguntarmos: o ateísmo é verdadeiro?

Tenho passado vários anos estudando esta pergunta e cheguei à conclusão de que não é possível que o ateísmo seja verdadeiro. O ateísmo suscita muitos problemas. Pretendo descrever alguns desses problemas.

Realmente imenso

Citando Douglas Adams: “O espaço é imenso, realmente imenso. Você não pode acreditar em quão terrivelmente imenso é o espaço. Quero dizer: você pode imaginar que o espaço é semelhante àquele longo caminho que o leva ao consultório do dentista, mas isso é apenas um amendoim em comparação ao espaço”.

O autor de “O Guia do Viajante da Galáxia” (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy) estava correto. Tente contemplar as estrelas em qualquer noite de céu limpo e você perceberá o que estou dizendo. Se a terra fosse do tamanho de um ponto final neste artigo, a lua estaria distante 1 centímetro e meio; o sol se localizaria a 5,7 metros da terra, e a estrela mais próxima estaria a 1618 quilômetros.

Nós ainda estaríamos a uma distância de 37.619.000 quilômetros da Via Láctea e a 752.369.000 quilômetros da galáxia de Andrômeda. Esse universo terrivelmente imenso faz surgir perguntas inquietantes para o ateísta.

Como tudo veio a existir? Por que o universo é assim? De onde vêm as leis da natureza? Por que existem ordem e planejamento tão admiráveis no universo?

Falar sobre uma “Grande Explosão” não nos leva a lugar algum. De onde surgiu o material que supostamente teria causado a “explosão”? E como essa explosão foi capaz de produzir beleza, ordem e planejamento?

O mistério da vida

A existência da vida é um problema ainda maior para os ateístas. Um famoso erudito declarou que a idéia de a vida ter se originado por acaso é semelhante a obtermos um dicionário completo como resultado da explosão de uma gráfica!

Podemos realmente crer que... era uma vez um tempo remoto em que não havia nada; de repente, “alguma coisa” (uma partícula de poeira?) apareceu e produziu, por si mesma, toda a vida? A complexa “linguagem dos genes” (o código genético) criou-se a si mesma? Sistemas biológicos imensamente complexos, tal como o olho humano, apenas apareceram de alguma maneira? Isso é contar histórias infantis!

O milagre do homem

Os seres humanos são verdadeiramente admiráveis! Organizado em “fila única”, o DNA, em qualquer um de nós, se estenderia até ao sol e retornaria mais do que 100 vezes! Durante a sua vida média, o cérebro humano processa informações suficientes para encher a capacidade de 7.142.857.142.860.000 de disquetes de computador!

Podemos falar, pensar, contar, apreciar a beleza e construir relacionamentos pessoais. Temos o senso do que é correto e do que é errado. Fazemos perguntas tais como: “De onde eu vim? Por que estou aqui? Para onde estou indo?”

Acima de tudo, os seres humanos têm um instinto religioso profundamente arraigado em seu íntimo, um senso de que existe algo (ou alguém) maior do que nós mesmos. Essas coisas não podem ser ditas a respeito de qualquer outra criatura — tente pedir a um gato ou a um cachorro que leia esse artigo! Por que somos tão singulares?

Classe diferente

A resposta dos ateístas para a existência do universo, o mistério da vida e o milagre do ser humano é dizer que tudo isso veio à existência por acidente. Mas isso realmente não faz sentido.

Se nosso cérebro resulta de acidente, isso também ocorre com os nossos pensamentos. Por que devemos acreditar em qualquer coisa que eles nos dizem? Como podemos saber a verdade a respeito de alguma coisa?

Se todos os aspectos da vida resultam de acidente, por que devemos nos importar com nosso comportamento? Por que devemos nos esforçar para sermos decentes, honestos ou gentis? Por que devemos nos preocupar com os doentes, ajudar os necessitados ou consolar os que estão às portas da morte?

Se nós somos apenas filhos do acaso, meros acidentes da evolução, não existe motivo para reivindicarmos que temos mais dignidade do que os porcos, os mosquitos ou os sapos. No entanto, nós realmente temos dignidade! Por quê? O que nos coloca em uma classe diferente?

Criados por Deus

A resposta bíblica para essas perguntas é que o universo maravilhoso em que vivemos foi criado por Deus. Ele também criou o homem “à sua imagem”, distinto de todo o resto da criação, capaz de viver em um relacionamento pessoal com seu Criador.

Esse relacionamento foi arruinado pelo pecado, mas Deus, em sua grande misericórdia, veio ao mundo na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Ele providenciou um meio pelo qual o relacionamento pode ser restaurado.

Muitas pessoas, na História, vieram a Jesus e creram nEle, comprovando assim que Deus restaurou seu relacionamento com elas. Peça a Deus que faça isso por você!

 
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